Folia de Reis de Muqui

Em novembro de 2014  fui para Muqui, no interior do Espírito Santo, para participar do Fecin-festival de cinema do interior com o meu documentário “REIS-os violeiros de Palmital”. Na ocasião tive a grande alegria de filmar um grupo de foliões de Santos Reis de diversas folias da região. Eles se reuniram para fazer um apresentação após uma sessão do IPHAN, sobre projetos realizados pelo órgão junto a comunidade de Muqui.

FOLIA_MUQUIMuqui tem uma tradição muito forte de festas populares. Ali se realiza a Festa do Boi Pintadinho durante o Carnaval. A cidade também é sede do maior encontro de Folias de Reis do Brasil, uma festa que reúne Folias de Reis vindas de diversas partes do país. Em outubro de 2015, a 65º edição do Encontro Nacional de Folias de Reis de Muqui recebeu mais de sessenta grupos. Por isso, estar com o meu curta neste festival foi muito interessante.

No momento em que pesquisava para fazer um documentário sobre viola caipira em festa popular fiquei na dúvida se ia para Palmital, que realiza a maior Festa de Reis do Brasil, ou para Muqui. No final acabei indo para Palmital e acho que fiz a escolha certa, já que o que me interessava era exatamente a viola inserida em alguma festa popular na cultura caipira. Apesar de as Folias do interior do Espírito Santo (pelo menos o que pude ver) contarem com a presença da viola, me pareceu que o instrumento não tem um papel tão forte quanto na região que filmei. Ainda tenho que comprovar isso.

Aliás, muitos detalhes se diferem entre as Folias de Reis de uma região e outra, por exemplo, as vozes, os ritmos utilizados na cantoria e, antes de tudo, a denominação do grupo como “folia” em Muqui e como “companhia” em Palmital. Algumas pesquisas que tenho feito estão me levando a deduzir que a escolha por “companhia” é realmente feita para fugir de uma conotação pejorativa que “folia” carrega já na origem da palavra. Mas isso é uma outra história.

Na tela, o vídeo que fiz em Muqui.

De enxada e enxadão

Em 2014, fui convidado para dirigir um vídeo de exposição, em formato de documentário, sobre os projetos de infraestrutura do governo federal nos assentamentos da reforma agrária da região oeste do estado de São Paulo. Entre os meses de novembro e dezembro, passei dez dias pesquisando e filmando com a equipe em assentamentos de diversas cidades, o que, para mim, foi uma grande experiência. Além de ficar todo esse tempo na estrada, conhecendo de perto estes projetos, tive a oportunidade de conhecer histórias de vida muito, muito bonitas mesmo. Algumas dessas histórias não estão no vídeo que foi produzido, pois faziam parte das conversas que precisava fazer para me aproximar das pessoas que seriam filmadas.

O vídeo que fiz mostra o impacto que estes projetos tiveram sobre a vida dos assentados, para isso eu precisava conhecer um pouco de cada família de trabalhadores rurais para conseguir entrevistar e gravar o que era necessário. Tudo isso era feito na hora, logo foram dias repletos de muitas surpresas.

No assentamento da cidade de Mirandópolis, no dia 25 de novembro, me indicaram um casal, Ivete e Valdeci. Eles foram beneficiados com uma casa por meio do programa Minha Casa Minha Vida e estavam muito felizes com essa conquista. Já no final da tarde cheguei no lote deste casal. Valdeci e seu pai fixavam o mourão da porteira que estavam construindo. Eu desci da van e fui me apresentando. Logo, o pai de Valdeci veio falar comigo:

– Oi, meu nome é Napoleão Mantovani, sempre trabalhei na roça. Não largo isso por nada.

Eu precisava tratar de descobrir o que gravar ali, por isso dei pouca atenção pro velho. Mas ele insistiu:

– Vocês precisam filmar isso aqui. Meu filho vai ter uma casa e eu vou fazer de tudo pra ajudar ele a continuar trabalhando aqui na terra. Eu fiz isso a vida inteira e amo muito o que eu faço. Vocês são muito bem vindos aqui pra fazer esse trabalho pra gente.

Nesse momento eu olhei em volta. Num bom sentido, aquele lugar parecia mesmo o fim do mundo. Era uma baixada dentro do assentamento, ao horizonte o sol já caía e a mata ficava em silhueta. Eu ali, contemplando aquele momento de “tô no lugar certo e na hora certa”. E o velho mal sabia o quanto ele tinha despertado dentro de mim uma vontade imensa de viver aquela vida que ele leva, de estar na pele dele, com toda aquela felicidade por estar ajudando o filho e a nora a construírem uma vida juntos naquele pedaço de terra conquistado com tanto esforço.

Valdeci nos recebeu, mostrou a sua casa nova, que ainda estava sendo construída, e o barraquinho onde moravam até então. Eu fiz a entrevista, que ficou ótima, e gravei o que precisava. Depois chamei Napoleão e sua esposa Maria Aparecida para conversar. Ao me receber, sem eu perguntar nada, ele havia me falado de supetão e de forma muito bonita sobre o amor que ele sentia pelo trabalho na terra.  No momento da minha chegada estavam todos ali reunidos em família, ajudando a construir o portão, parecia muito um momento especial, no qual só faltava uma equipe de filmagem chegar para gravar seus depoimentos e imortalizar aquela alegria. E isso aconteceu! Por isso eu me coloquei a obrigação de entrevistá-lo.

A conversa que tive com Napoleão e sua esposa, a qual gravamos e não entrou no vídeo, agora eu disponibilizo aqui. Esse registro me parece especial, claro, por motivos pessoais e por outros não tão pessoais assim, pois é repleto de ideias que sei que, pro bem ou pro mal, também ocupam o pensamento de muita gente.

Na nossa conversa o velho Napoleão, que ama o que faz e que está absolutamente ligado às formas tradicionais de trabalho com a terra, fala o inesperado para muitos: “não tem nada melhor do que hoje”.

Hoje, dia 25 de maio, dia do trabalhador rural, compartilho este vídeo.

Os Povos da Cuesta

Estamos acompanhando um projeto muito interessante que o cineasta Luiz Carlos Lucena está realizando sobre a região de Botucatu-SP. Os “Os Povos de Cuesta” é uma série de documentários que se propõe a seguir a trilha das pesquisas realizadas pelo sociólogo Antonio Candido, que deram origem ao livro os “Os Parceiros do Rio Bonito”, obra que é referência mundial no que diz respeito aos modos de vida do homem rústico do interior paulista, ou seja, o caipira.

lucena
O cineasta Luiz Carlos Lucena, diretor da série “Os Povos da Cuesta”.

Agora, Lucena se propõe a lançar luz sobre esta região, que é denominada “Cuesta de Botucatu”, abordando a cultura local e os modos de vida atuais da população que ali habita.

Abaixo a entrevista que o cineasta cedeu ao Viola na Tela e também o teaser do projeto, que já dá uma ideia do que vem por aí.:

 

Em que consiste o projeto e como surgiu a ideia?

O projeto surgiu a partir de uma pesquisa de locação para um longa metragem que vai ser realizado na região. Achei fascinante aquela natureza exuberante e os “povos” que moram por lá. Daí criei este projeto – O Povos da Cuesta, que tem quatro temas principais que formam os episódios da série: qual a história geomorfológica dessa região, que é fantástica, porque ali existiu um dos maiores desertos da terra e passaram os dinossauros; quem é o homem que mora nessa região, o nosso caipira, estudado no local por Antonio Candido entre 1947 e 1948; qual o imaginário desse caipira, suas histórias de assombração, mula sem cabeça, sacis e disco voadores; e a música que embala essas histórias, nossa música sertaneja de raíz.

De onde vem o seu interesse pelo universo rural? Qual é a importância de se colocar este universo na tela?    

Eu nasci em uma fazenda no interior de São Paulo, morei em um patrimônio de menos de 1000 pessoas até meus onze anos, portanto tenho uma memória de infância muito forte e presente na minha vida. Acho que colocar essa perspectiva, essa visão histórica de uma região fantástica e pouco conhecida e o universo do homem que habita esse local ganha importância significativa em uma tela de TV e nas telas do cinema, não apenas no Brasil, mas também no exterior.

Como foi o processo e pesquisa?

Eu viajei durante quase dois anos para Botucatu, Pardinho e Bofete, fiquei hospedado sempre em uma pousada no miolo da Cuesta de Botucatu, embaixo das Três Pedras, ouvi muitas histórias, conheci muita gente, então foi relativamente fácil partir para as gravações. Fiz um recorte como afirmo acima, mas essa região e o interior de São Paulo são tão ricos em causos, estórias, personagens que tive em determinado momento que parar, senão o filme não acabaria nunca. Há muitos assuntos ainda a serem pesquisados e produzidos com a cultura do interior.

Houve alguma surpresa durante o processo?

Algumas surpresas, como a de um morador local que afirma peremptoriamente que viu junto com a família um disco voador, em formato de play station2. Mas ele não apenas afirma, como diz que teve um contato telepático e que esses visitantes não são seres de outro planeta, mas gente da terra voltando do futuro para ajudar a gente aqui. Só do imaginário de um caipira você ouve alguma coisa como isso.

Vai ter viola na tela?

Sim, vai ter muita viola, cobri um festival dedicado ao Tião Carreiro, em Pardinho, em que me surpreendeu o número de participantes femininos, inclusive uma menina de 15 anos que vai ser um show. Agora estou viajando nesse feriado de Tiradentes para cobrir o Festival Carreirinho, em Bofete, as últimas gravações, onde também vai ter torneio de viola e muito show.

Como este projeto será veiculado?

O projeto já tem uma carta de intenção de uma rede emissora de TV em canal fechado interessada em veicular a série, estamos tentando uma parceria com a TVTem para exibir a série nessa emissora que cobre o interior paulista. E estamos finalizando também um longa metragem que tem estréia programada e em finalização com a Secretaria de Cultura de Botucatu, para uma grande premiere a ser realizada no dia 15 de agosto, quando se comemoram os 80 anos da primeira apresentação da dupla Tonico e Tinoco, que aparecem no filme. Essa premiere deve acontecer no cine Nellis, o primeiro cinema de  Botucatu, recuperado pela Prefeitura. Vai ser uma apresentação especial, inclusive estamos pensando em um show de viola para fechar o evento.

Mais detalhes e vídeos podem ser encontrados na página do projeto.

http://ospovosdacuesta.blogspot.com.br/search?updated-max=2014-11-22T01:42:00-08:00&max-results=7

Brão

Bela lembrança do mestre Ivan Vilela.

Só havia visto um vídeo mais curto, há alguns anos. Agora está disponível um documentário mais longo no You Tube, produzindo pela Vento de Maio Filmes, com apoio do ProAC.

“Brão é um canto de trabalho feito pelos homens da zona rural da região de São Luiz do Paraitinga – SP (Lagoinha, Catuçaba, Cunha etc). Atualmente, este canto está sendo cada vez mais raro de acontecer, tendo nas iniciativas de registros audiovisuais, sonoros, fotográficos e escritos a garantia da sua existência.”

É dia de Reis

Hoje é dia de Santos Reis.

Já falei muito, aqui e em outros espaços, sobre a minha relação com a manifestação cultural e religiosa que é praticada em torno desta data e do que ela representa. A experiência mais marcante que tive com este folguedo foi em Palmital, no interior de São Paulo, onde fui pesquisar a viola caipira dentro das festas tradicionais. Desta experiência saiu um documentário, que já divulguei bastante por meio deste blog e por outros meios também. O mais interessante disso tudo é que este pequeno documentário, mesmo que de forma tímida, ganhou força o suficiente para difundir a Folia de Reis por diversos cantos do Brasil e do mundo.

Até agora “REIS – os violeiros de Palmital”, já esteve na Eslovênia, Rússia, México e em várias cidades do Brasil, em encontros de antropologia visual, de filmes etnográficos, em festivais de cinema e documentário. Já o apresentei em encontros específicos, como por exemplo, em Bragança Paulista, no próprio dia de Reis de 2014, em um evento organizado juntamente à Orquestra Violeiros do Rio Jaguary e minha querida amiga Irmei Menezes de Liz, regente da orquestra. Na ocasião, a Irmei queria montar uma Folia lá em Bragança e o filme foi importante para dar ânimo ao grupo que, neste ano de 2015 já saiu visitando as casas da cidade, fazendo o giro. Mais recentemente estive no FECIM-Festival de TV e Cinema do Interior do Espírito Santo, em Muqui, terra que tem o maior encontro de Folias de Reis do país. Quando estive lá, pude conhecer as Folias locais e a maneira como as pessoas de lá vivem essa tradição, o que foi um privilégio enorme. Logo posto o vídeo que fiz lá em Muqui.

Como documentarista, posso dizer, a experiência mais interessante de todas é, com certeza, mostrar trabalhos como este para os atores sociais, as personagens reais do filme. A reação do povo de Palmital ao filme, na sessão que fizemos no centro cultura da cidade, em julho de 2013, foi algo que marcou pra sempre.

Há muitas outras histórias ligadas a esta experiência e muito ainda está por vir, eu sei. De qualquer forma, este é um trecho no meio do caminho, um dos trechos, porque ainda há muitos pela frente. Etapas como esta, eu digo, não podem ser puladas. Pois pra quem não conhece essa parte da viola e de seu universo, a parte das tradições, sempre vai faltar alguma coisa. Digo isso pois eu desconfiava e confirmei, e confirmo, vivendo. Disseram e posso dizer também: não acaba nunca.

Agora posto aqui o documentário na íntegra.

Viva Santo Reis!

Trio José

Trio José é um grupo de São José dos Campos, no interior de São Paulo, formado por Danilo Moura (voz e violão), Victor Mendes (voz e viola) e Marcos Godói (bateria) e conta com a parceria de outros artistas na composição e execução de suas músicas. O trio trabalha com a música caipira, trazendo a sonoridade e os temas deste universo em suas canções.

No final de 2014 o Trio José lançou o CD “Puisia”, com poemas de Juca da Angélica, poeta popular de Patos de Minas, musicados por Danilo Moura, Victor Mendes, Saulo Alves (Desaboio) e Maria Fernanda. Este CD pode ser ouvido gratuitamente acessando os links abaixo.

Deezer: http://www.deezer.com/album/9314030
Rdio: http://rd.io/x/Qj4N5LI/
Spotify: http://open.spotify.com/album/4BzS8bJRMIa0uFa3FxVjG4

Importante citar aqui o valioso trabalho do poeta Paulo Nunes, que reuniu os poemas de Juca da Angélica no livro “Meu Canto é Saudade” e que também registrou em áudio o próprio Juca declamando os poemas. Este projeto é a fonte de onde bebem os integrantes do Trio José para a realização de grande parte de seus trabalhos, mesmo antes da gravação deste CD. Mais do que isso, Paulo e Trio José desenvolvem uma forte parceria e se apresentam juntos muitas vezes. Nessas apresentações Paulo declama poesias e o trio dá conta da parte musical.

Eu tinha a intenção de gravar um depoimento com o grupo para explorar a relação que seus integrantes têm com a cultura caipira. Este é um tema que venho trabalhando em um novo documentário que estou produzindo. Em novembro de 2014, me encontrei com o Danilo e o Victor no estúdio Bojo Elétrico, em São Paulo, para gravar um depoimento, dias após ter ouvido com muita atenção o “Puisia”.  Um pouco da nossa conversa está agora na tela.

Singularidades da Viola – apresentação

A nova projeção da viola caipira e sua inserção em espaços como escolas de música e universidades, nas últimas décadas, fez com que surgisse uma grande quantidade de alunos e tocadores de viola. A internet, já consagrada como um poderoso meio de compartilhamento de informações, vem sendo muito utilizada, neste sentido, por músicos, de maneira geral. No que diz respeito ao público da viola caipira, não é diferente. Em decorrência da escassez de métodos e material impresso e muito pelo fato de se aproximar à dinâmica visual que foi desenvolvida para o aprendizado da viola na tradição oral, os vídeos postados na internet, em que violeiros dão dicas e fazem demonstrações de práticas com o instrumento, se tornaram um importante material de apoio para este público.

Considerando que, tanto a internet quanto o ensino formal da viola caipira, são fenômenos relativamente recentes, é possível pensar que, se por um lado o conjunto de materiais que circula na rede, referente às práticas do instrumento,  é rico em sua diversidade e possui liberdade de compartilhamento, por outro lado ele é tão diversificado a ponto de se tornar disperso, em certa medida. Além disso, devido às possibilidades que a internet proporciona, grande parte desse material é produzido e difundido de forma amadora, não se valendo de recursos técnicos e didáticos adequados.

O projeto “Singularidades da Viola”  foi criado para somar-se às demais experiências, oferecendo ao público um material de referência, levando em conta práticas que, apesar da natureza aparentemente simples e até corriqueiras, podem passar desapercebidas dos tocadores e assim ocultar detalhes que são essenciais no conhecimento do instrumento e para a performance com o mesmo.

A princípio, o projeto, visa a produção de 10 vídeos com duração de cinco minutos. Cada episódio contará com a presença de um violeiro, que será convidado a destrinchar um dos temas propostos: cuidados e conservação da viola; encordoamento e forma de encordoar; tipos de afinação e repertório; equipamentos e acessórios para show etc. Além disso, o projeto pretende abarcar em seu conteúdo a cultura referente ao universo do instrumento e estender a discussão para outros canais.

O projeto está em fase de captação e procura apoio para ser realizado.

Neste vídeo de apresentação, Saulo Alves, músico, pesquisador de cultura popular e propositor do projeto “Singularidades da Viola”, dá mais detalhes junto ao violeiro e professor de viola caipira Fábio Miranda.

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