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VIOLA DE LUTA – ANVB e Movimento de Viola

Em dezembro de 2013, a Associação Nacional de Violeiros do Brasil, em parceria com o MST e outros orgãos, realizou o Seminário Preparatório para o 6° Encontro Nacional dos Violeiros e Violeiras. Na ocasião diversos violeiros e músicos ligados a cultura de raiz estiveram reunidos em São Paulo para discutir as diretrizes para a realização do evento. Além disso, o seminário proporcionou debates acerca da importância do fortalecimento da cultura da viola caipira e da união entre os violeiros de todo o Brasil, na luta e resistência a favor da música caipira .

Foi neste ambiente, que pela primeira vez pude ouvir falar, de uma forma mais clara, sobre o Movimento de Viola. Indo além da questão musical e extrapolando as questões ligadas diretamente ao instrumento, o Movimento de Viola abrange vários grupos, práticas e manifestações que cercam o universo da cultura caipira e sertaneja (a cultura oral; as tradições dos mestres; as Folias; os trabalhadores rurais; os artesãos; etc), levando em conta o espírito de resistência que esta cultura tem em relação às tecnologias e aos meios de produção impostas pelo capitalismo.

Confirmei a minha impressão de que este seja um movimento espontâneo, longe de ser institucionalizado. Apesar de haverem, ao meu ver, várias frentes da música e da cultura sertanejas que comungam de seus valores. No caso deste grupo específico, por mim pesquisado na ocasião, trata-se de indivíduos ligados aos movimentos sociais ou que se identificam com estes. Foi exatamente nesta perspectiva que nasceu a Associação Nacional dos Violeiros do Brasil.

Tive o prazer de entrevistar os violeiros Bilora e Joaci Ornelas, além de gravar algumas apresentações.

Está na tela.

Ivan Vilela – Cantando a Própria História

Ivan Vilela fala sobre o seu livro “Cantando a Própria História”, em entrevista ao Viola na Tela.

O livro, lançado pela Edusp, é fruto de uma grande pesquisa deste importantíssimo violeiro e pesquisador.
Este seu livro é muito esperado por quem pesquisa o universo da cultura caipira. Eu, aqui, estou ansioso para começar a ler.
Há muito o que se falar do Ivan. Mas é sempre melhor ouvi-lo falar.

Assista ao vídeo e leia o livro.

Irmei Liz e Violeiros do Rio Jaguary de Bragança Paulista

No dia 15 de Setembro de 2013, estive na 3ª Festa da Linguiça de Bragança Paulista. Lá se apresentou a orquestra de violas Violeiros do Rio Jaguary.

Tenho uma relação muito próxima com a cidade. Desde criança vou pra lá com uma certa frequência, pois meu pai é bragantino e hoje mora em Bragança. Nas minhas últimas idas à cidade, sempre procurei saber o que acontecia em relação à viola caipira, mas pouco vinha descobrindo. Talvez por não ter a oportunidade de encontrar as pessoas certas.

O meu interesse pelas orquestras de viola fez com que descobrisse, na cidade, os Violeiros do Rio Jaguary, grupo regido por Irmei Liz, uma mineira de Passos, que mora em Bragança.
Logo que fiquei sabendo que a orquestra iria se apresentar na Festa da Linguiça, me programei para gravar uma entrevista e conhecer de perto o trabalho do grupo. Apesar de nova, a orquestra é muito interessante e está absolutamente alinhada com o perfil das orquestras que se proliferaram no Estado de São Paulo, nos últimos anos. O que mais me interessa neste tipo de grupo é o papel de transmissão de saberes sobre a cultura caipira. E isso está fortemente presente no trabalho de Irmei junto aos demais integrantes e ao público.
Está na tela. Assista ao vídeo e compartilhe.

Thiago Paccola

No ano passado estive na EMESP (Escola de Música do Estado de São Paulo) acompanhando e filmando algumas aulas de viola caipira do professor João Paulo Amaral. Em uma das aulas pude ver um jovem aluno de Mogi-Mirim. O rapaz me chamou a atenção não só por estar transpondo um choro para a viola, mas também pelo número de atividades que desenvolve com o instrumento. Naquele momento Thiago Paccola administrava seu tempo entre a regência da orquestra de violas da sua cidade (Orquestra Mogimiriana), o estudo de viola na EMESP, o trabalho junto à Orquestra Paulistana e os estudos no Instituto São Gonçalo de Cultura Caipira, em São Paulo. Hoje ele já faz bacharelado de música na Faculdade Cantareira e toca na banda da Mariângela Zan.                               Meses depois de visitar a EMESP combinei de encontrar com o Thiago no Instituto São Gonçalo para uma entrevista. Na conversa ele me falou sobre seu aprendizado e sobre a questão do repertório. Um pouco disso está no vídeo postado.

Teaser do documentário “REIS”

No último post falei um pouco da minha passada na cidade de Palmital, no interior de São Paulo. Pois é, já é possível vermos um pouco do que aconteceu por lá. Desta vez, trago um teaser do documentário que dirigi e que agora está em fase de edição.

“REIS” é um documentário que trata da viola caipira na Folia de Reis, tendo como foco a cidade de Palmital-SP, famosa por realizar a maior festa do gênero no Brasil.

O filme é fruto da minha experiência acompanhando a jornada da Cia Água das Anhumas e a Festa de Santos Reis da cidade, e fazendo entrevistas com os violeiros e integrantes das companhias.

Viva Santo Reis!!

No Festival Revelando São Paulo, me deparei com esta companhia de Reis. O que me chamou atenção foi o radinho que o cara que fazia o solo utilizava para amplificar o som do violão.

Feliz Natal à todos. E vamos valorizar a cultura brasileira!!!

Viva Santo Reis!!