Ivan Vilela – Cantando a Própria História

Ivan Vilela fala sobre o seu livro “Cantando a Própria História”, em entrevista ao Viola na Tela.

O livro, lançado pela Edusp, é fruto de uma grande pesquisa deste importantíssimo violeiro e pesquisador.
Este seu livro é muito esperado por quem pesquisa o universo da cultura caipira. Eu, aqui, estou ansioso para começar a ler.
Há muito o que se falar do Ivan. Mas é sempre melhor ouvi-lo falar.

Assista ao vídeo e leia o livro.

Irmei Liz e Violeiros do Rio Jaguary de Bragança Paulista

No dia 15 de Setembro de 2013, estive na 3ª Festa da Linguiça de Bragança Paulista. Lá se apresentou a orquestra de violas Violeiros do Rio Jaguary.

Tenho uma relação muito próxima com a cidade. Desde criança vou pra lá com uma certa frequência, pois meu pai é bragantino e hoje mora em Bragança. Nas minhas últimas idas à cidade, sempre procurei saber o que acontecia em relação à viola caipira, mas pouco vinha descobrindo. Talvez por não ter a oportunidade de encontrar as pessoas certas.

O meu interesse pelas orquestras de viola fez com que descobrisse, na cidade, os Violeiros do Rio Jaguary, grupo regido por Irmei Liz, uma mineira de Passos, que mora em Bragança.
Logo que fiquei sabendo que a orquestra iria se apresentar na Festa da Linguiça, me programei para gravar uma entrevista e conhecer de perto o trabalho do grupo. Apesar de nova, a orquestra é muito interessante e está absolutamente alinhada com o perfil das orquestras que se proliferaram no Estado de São Paulo, nos últimos anos. O que mais me interessa neste tipo de grupo é o papel de transmissão de saberes sobre a cultura caipira. E isso está fortemente presente no trabalho de Irmei junto aos demais integrantes e ao público.
Está na tela. Assista ao vídeo e compartilhe.

Biaggio Baccarin (Dr. Brás)

Conheci o velho Biaggio Baccarin em seu escritório de advocacia no bairro da Lapa, em São Paulo. Estive lá a convite do meu amigo Saulo Alves, que em virtude de sua pesquisa para pós doutorado marcou uma entrevista com Biaggio e me chamou para filmar essa conversa.

Hoje, Dr. Brás, como ficou conhecido, trabalha exclusivamente como advogado especialista em direitos autorais, mas durante décadas desenvolveu o papel de diretor artístico na gravadora Chantecler, sendo responsável por muitos sucessos da Música Sertaneja, estando por trás de criações importantes para este segmento, inclusive no que diz respeito às composições.

Depois de conhecer esse personagem, ficou uma vontade de me aprofundar mais em sua história, em um projeto mais substancial. Por enquanto, fiquemos com alguns trechos da conversa.

Thiago Paccola

No ano passado estive na EMESP (Escola de Música do Estado de São Paulo) acompanhando e filmando algumas aulas de viola caipira do professor João Paulo Amaral. Em uma das aulas pude ver um jovem aluno de Mogi-Mirim. O rapaz me chamou a atenção não só por estar transpondo um choro para a viola, mas também pelo número de atividades que desenvolve com o instrumento. Naquele momento Thiago Paccola administrava seu tempo entre a regência da orquestra de violas da sua cidade (Orquestra Mogimiriana), o estudo de viola na EMESP, o trabalho junto à Orquestra Paulistana e os estudos no Instituto São Gonçalo de Cultura Caipira, em São Paulo. Hoje ele já faz bacharelado de música na Faculdade Cantareira e toca na banda da Mariângela Zan.                               Meses depois de visitar a EMESP combinei de encontrar com o Thiago no Instituto São Gonçalo para uma entrevista. Na conversa ele me falou sobre seu aprendizado e sobre a questão do repertório. Um pouco disso está no vídeo postado.

Documentário “A Moda É Viola”

No site Revista Música Brasileira, uma entrevista com o cineasta Reinaldo Volpato sobre o documentário “A Moda É Viola”, uma adaptação do livro homônimo de  Romildo Sant’ Anna. O filme foi lançado no dia 13 de julho no Memorial da América Latina, em São Paulo, com transmissão simultânea pela internet e a presença de muita gente bacana.

A viola está nas telas.

Clique aqui para ler a entrevista

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Teaser do documentário “REIS”

No último post falei um pouco da minha passada na cidade de Palmital, no interior de São Paulo. Pois é, já é possível vermos um pouco do que aconteceu por lá. Desta vez, trago um teaser do documentário que dirigi e que agora está em fase de edição.

“REIS” é um documentário que trata da viola caipira na Folia de Reis, tendo como foco a cidade de Palmital-SP, famosa por realizar a maior festa do gênero no Brasil.

O filme é fruto da minha experiência acompanhando a jornada da Cia Água das Anhumas e a Festa de Santos Reis da cidade, e fazendo entrevistas com os violeiros e integrantes das companhias.

Violeiros de Palmital e a festa do povo

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Este post trata de uma experiência vivida na cidade de Palmital, no interior de São Paulo. Desembarquei lá, por conta e risco, no dia 25 de dezembro para filmar os violeiros que tocam na festa de Santos Reis. Descobri muito mais que isso. Fui muito bem acolhido por um povo de grande fé e dedicação, pessoas que realizam a festa de Santos Reis com a fama de ser a maior do nosso país. Muita coisa boa aconteceu durante os dias em Palmital. Nesta passagem, inclusive, fui batizado com o codinome de Mário Maravilha, em referência às frases de um palhaço talentosíssimo e de sábias palavras: “VIVA O CRAVO, VIVA A ROSA, VIVA A FLOR DA MARAVILHA”. 

O foco na viola caipira, porém, não foi perdido. Muito pelo contrário. Nos dias antes da festa, acompanhando a Companhia Água das Anhumas pela jornada nas casas, tive a oportunidade de observar muito de perto o trabalho dos violeiros junto aos outros integrantes da bandeira. Fiz entrevistas com estes violeiros, tratando da importância do instrumento dentro de uma Folia de Reis e das formas de aprendizado do instrumento neste contexto tradicional. Também coletei, em imagem e som, demonstrações de como se tocar a viola nesta manifestação cultural religiosa. Neste processo pude perceber que, apesar de muito simples, a técnica empregada na execução é singular e insubstituível.

Por fim, posso dizer que encontrei violeiros de vários perfis tocando na companhia: há aqueles que aprenderam exclusivamente para tocar na Folia; aqueles que começaram acompanhando a Folia e depois se aprimoraram; também aqueles que nasceram com a viola debaixo do braço, que tocam de tudo, e se sentem honrados em acompanhar a bandeira e participar da festa; e inclusive aqueles violeirinhos que estão aprendendo . Crianças, jovens, adultos e velhos. Homens e mulheres, que empunham a viola para realizar uma festa de muita tradição e fé.

Realizei a última entrevista no dia 13 de Janeiro, um dia depois da grande festa, e embarquei no Andorinha, levando muita saudade de todos.

Estes registros realizados em Palmital estão destinados a compor um documentário que começarei a editar em breve. Aguardem.

Tem muito material que pretendo postar aqui. Por enquanto, ficamos com a gravação de uma reunião informal, realizada numa deliciosa tarde de sol. O pessoal tocou Chalana, música de Mário Zan imortalizada por Almir Sater, e um pagode de viola.

Assista ao vídeo.

Obs: para assistir em HD basta alterar a qualidade do vídeo no ícone que parece uma engrenagem, encontrado na parte de baixo da janela do youtube.

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